DIÁRIO PESSOAL

Relatos 




Day,
A aventureira


Minha infância e vida profissional 


Fui uma criança muito tímida, calma, muitas vezes desatenta. Aquela criança  tranquila, que raramente realizava travessuras. 

Até os nove anos de idade não demonstrava muito interesse por aprendizagem acadêmica. Meu interesse estava voltado para brinquedos e principalmente para as bonecas. Costumava brincar de bonecas nos cantos da casa e dar nomes a todas elas.

Com o passar do tempo comecei a me interessar em aprender, prestar mais atenção nas aulas e entender os conteúdos. Passei a ser uma das alunas mais dedicadas da minha turma.

Comecei a ler aos nove anos de idade, e desde então não parei mais. Os livros passaram a ser importantes para mim. Minha letra não era das melhores. Mas isto não impediu o meu desenvolvimento acadêmico. 

Estudava o dia inteiro. No turno da manhã participava de reforços escolares, aulas de artesanato,  artes, culinária, costura, canto coral e outras atividades em Instituição de ensino não formal. No turno da tarde estudava em outra Instituição de ensino, o ensino formal. O meu tempo estava totalmente preenchido e eu me sentia feliz com isto. Me destacava nas aulas de artes e artesanatos. Neste período imaginava um futuro próspero. Havia muitos planos. Imaginava diversas profissões. Em um momento astronauta, em outro trapezista ou artista de circo,  cantora, bailarina, professora...

Nesta fase eu não conseguia ver nenhum problema nisto. Pois imaginava que esta fase iria passar e eu finalmente conseguiria decidir e me tornaria uma profissional realizada. Isto não aconteceu e eu precisei passar por diversas experiências profissionais. O objetivo era descobrir o meu verdadeiro talento. 

Durante minha juventude passei por muitos empregos e não conseguia me identificar com nenhuma profissão. Passei a fazer um curso atrás do outro, mudar de emprego muitas vezes e ter muitas ideias de empreendimentos. Mas não conseguia dar continuidade. Me sentia extremamente insegura. 

Passei a ser intitulada de aventureira. No início não me encomodava. Mas comecei a sentir o peso deste adjetivo. E sentir vergonha de apresentar minhas ideias. Já que por ser conhecida como " Day, a aventureira ", passei a me sentir mais insegura, com medo do julgamento das pessoas ao meu redor. 

Ao apresentar algumas ideias, algumas vezes me destacava, mas não era o meu espaço. Ainda não havia um lugar para mim. Hora me destacava de uma forma positiva,  em outro momento me viam como a Day aventureira. E diziam isto não vai dar certo.

O blog é mais uma oportunidade, é mais uma chance que tenho dado para mim. Porque apesar de tantos fracassos eu tenho uma forte sensação de que existe um caminho. Que em algum momento meus talentos irão aflorar. 

Não parei de estudar, não parei de tentar,  não me canso de aprender.  Tenho absoluta certeza do meu potencial. Mas sei também que isto não deve ser normal. O hábito de procrastinar, de adiar, a dificuldade de dar continuidade à projetos,  tem atrapalhado profundamente a minha vida profissional. 

Tenho buscado oportunidades de trabalho que eu possa exercitar minha criatividade e me dedicar. Um espaço que eu tenha liberdade para apresentar ideias e projetos. 

Minhas ideias de conteúdos para blogs e redes sociais estão voltados para educação, arte e artesanato. A minha missão dentro da Internet é compartilhar conhecimento. Pois tenho medo de morrer levando tudo que aprendi ao longo da minha vida. É algo que me assombra. Deixar de existir sem mesmo ter realmente existido. 

Por outro lado eu deixo de ver sentido na vida, na minha existência sem produzir. Sinto uma forte necessidade de produzir, de criar, de estar ocupada em algum projeto, em uma profissão. A minha infância foi cheia de estímulos. Estava sempre ocupada. E isto me faz muita falta. Saber que vou acordar e não ter para onde ir me desestimula. Me faz sentir inútil. 

Queria criar um novo universo, onde eu pudesse brilhar. Deixar de ser aventureira e ser verdadeiramente realizada. Vai além do dinheiro. O dinheiro representaria o valor do meu trabalho. Não se trata apenas de uma remuneração, mas o valor da minha dedicação. 

Enquanto este momento não chega, compartilho meus bastidores, meu universo. Nas próximas postagens desta página relatarei minhas tentativas frustradas de negócios, projetos inacabados, muitas aventuras profissionais. 

Mas não desistam deste blog, pois para encontrar ouro, pedras preciosas e recursos valiosos é necessário escavar, buscar nas profundezas, na superfície,  raramente encontrará coisas valiosas. 

O valor não está na superfície. As descobertas e experiências estarão nas páginas deste blog. 




Esta página ficará reservada para relatos de uma mulher intitulada "Day, a aventureira".




Minhas aventuras Profissionais 


Durante minha juventude e vida adulta passei por diversas experiências profissionais. Orientei crianças em minha residência, entrevistei pessoas na rua, encarei o sol limpando carros em um lava jato e saíram carros manchados de lá. Trabalhei com vendas externas, vendendo de TV por assinatura até plano de saúde para cachorros. 

Fui operadora de caixa em padarias e lanchonetes. Garçonete em salão de festa e pizzaria. Servi muitos clientes com sorriso no rosto, bebidas e coisas gostosas.

Fui aquela operadora de telemarketing que te liga oferecendo planos de Internet. Que você inventa mil mentiras para desligar e se livrar. 

Mas também alegrei muitos aniversários com minha alegria e criatividade. Brinquei e levei entretenimento as festas infantis. Me vesti de palhaça para lembrar a magia do circo, de supergirl para mostrar as crianças que podemos ter super poderes.

 Passei a me interessar por trabalhar com crianças e almejar estudar pedagogia.

Como mediadora estagiária, acompanhei e ensinei crianças autistas, aprendi com elas que podemos ser incríveis sendo quem somos, com todas as nossas particulares e dificuldades. Que ser diferente é normal, que não precisamos estar dentro de um padrão para sermos importantes e especiais. Elas me apresentaram um mundo surpreendente, um brilho totalmente diferente. Um jeito de viver e ver o mundo diferente do meu. 

Comecei a querer conhecer este universo autista, porque vi que existe um campo de pesquisa muito rico. Passei a admirar os autistas por serem tão diferentes de mim. Por possuírem características que considero admiráveis.

Eles são verdadeiros, possuem os sentidos muito aguçados, muitos deles possuem habilidades artísticas. A rotina é algo importante para eles, costumam ser metódicos. Estas são apenas algumas das características presentes em autistas. Mas eles são muito mais do que isto. 

Dentro do contexto escolar conheci também crianças com dificuldades de aprendizagem, com atrasos no desenvolvimento cognitivo. O que me motivou a estudar neuropsicopedagogia para compreender os transtornos específicos de aprendizagem e como adotar práticas pedagógicos inclusivas. Quais os melhores métodos de intervenção pedagógica em casos de dificuldades de aprendizagem e transtornos.

 Vendi salgadinhos, bombons nas ruas da cidade, artesanatos em feltro em bazar. Fui revendedora de produtos de maquiagem, peças de roupas e até folheados. 

Criei blogs, fan Page, perfis e canais. Parece até que vivi milhões de vezes. Mas na verdade só vivi uma vez. Não podemos parar no mesmo lugar, sem virar a página ao menos uma vez. Eu virei a página muitas e muitas vezes. Comecei, recomecei e parei. Virei a página para escrever uma nova história.  

Poderia ter permanecido sempre no mesmo lugar, mas eu mudei muitas vezes e isto me fez ser diferente. Aprender um pouco de cada coisa. Eu não sei se algum dia vou me encaixar em algum lugar, mas sei que tenho muito o que oferecer. Tenho muitas sementes guardadas para distribuir. Sei que estas sementes que eu não soube plantar, cultivar e esperar o tempo certo de colher os frutos, servirão para alguém em algum lugar plantar, cultivar e colher.

O conhecimento é como sementes que você precisa saber usar, para plantar, cultivar e colher. Se não souber usar, plantar a semente da maneira correta, na estação certa,  nunca conseguirá colher os frutos. 

Eu tenho as sementes e é isto que tenho de mais valioso para oferecer.





 

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